Esse Foi o trabalho que apresentei na exposição Múltiplos Produtos Gomo, é um site-specific.
É uma Rede de fios que fazem conexões elétricas com outros pontos da sala de exposição. Os interruptores ligam e desligam cenas. Uma delas, quando pressionada, ligava um ventilador virado para sua direção que acendia junto uma luz atrás da hélice, dando uma sombra projetada. Outra ligava um liquidificador barulhento, também iluminado quando pressionado, batendo uma mistura de agua+sabão. Um outro interruptor ligava uma campainha do tipo “cigarra”. Um sensor de movimento, ligado a uma tomada colocada nessa caixa central, acionava uma luminária com luzes coloridas quando se aproximada do trabalho, outra liga uma luz de refletor que ilumina a cena da pessoa interagindo com o trabalho e um interruptor ligava e desligava uma televisão com chiando dentro de um carrinho de supermercado
E a mais importante, que surgiu como ideia priori do trabalho, é um interruptor que controla o apagar e acender da luz do banheiro, e o interruptor normal, que ligaria a luz do banheiro, acende e apaga uma lampada no trabalho.
O emaranhado de fios faz parte da estética do trabalho, é uma fiação aparente nas cores preta e branca.
A idéia desse site-specific é nova como proposta, mas eu ja havia testado alguns desses elementos outras vezes. Uma vez, no Sesc Tijuca, coloquei um sensor de movimento que ligava e desligava uma cena de flores de arame e papel num canteiro de árvore, iluminado com diversas lampadas coloridas e um som de fita cassete (acabou sendo Funk e Rádio CBN). Era um ambiente escuro em que a pessoa não percebia nada até se aproximar e tudo de repende ligar. E outra é o interruptor que está presente na “tela” movimento urbano que ja foi apresentada com um fio ligado à ela diretamente com um muro da rua, uma captura da rua fazendo link com a própria rua.
Exposição do GOMO no Barracão Maravilha no sábado, dia 02 de maio de 2009, das 10h até as 22h.
O evento será paralelo com a feira de antiguidades da rua do Lavradio, numa iniciativa do projeto “Feira” do Barracão de levar um pouco de arte contemporânea para os visitantes de sábado.
Estou desenvolvendo um site-specifc para lá, chamado Rede.
Domingo foi dia de outro Rolé pelo centro do Rio para colar alguns cartazes. Dessa vez foram [CDR], Birita, Homem-Árvore, Flô e H.O e mais o pessoal do GOMO batendo fotos e dando apoio.
Dessa vez a cola que usamos foi Cola Branca + Agua na proporção de 1:1 mais uma pequena mistura de farinha de trig + agua + soda cáustica (dessa vez pouca) para dar o “grude”. Ficou melhor que a anterior e não ardeu a pele de ninguem.
Dessa vez fomos parados pela polícia quando estavamos colando uns cartazes no muro de uma instituição de belas artes. O prédio está pixado e com a pintura bem velha, mas era um prédio publico e a polícia implicou, mas disse que nas caixas de luz (ou caixas de sinal de transito) pode pintar a vontade.
Outra cena que vi nesse “rolé” foi um muro na rua do lavradio onde a uns 3 anos atrás a Petit Poupee7 tinha pintando junto com Contente. O tempo passou, o muro ficou velho, a tinta desbotada, etc.. mas o desenhos ainda estavam lá, e esse ano o Rafo cobriu com um graffiti novo. Isso gerou polêmica. Ela foi la e pintou de branco por cima do desenho do dele e assinou. Uma “briga de rua” do graffiti.
Não sei. Já cobriram muro antigo que eu tinha pintado nessa mesma época. Não gostei, preferia que tivesse ficado para sempre aquele desenho, mas acho que faz parte, até estudo isso e chamo de movimento urbano. Mas deixei rolar e outras vezes até fiz uma intervenção ali por perto para mostrar que eu tinha visto.
Mas entendo a PP7, um dia eu dei uma base de branco por cima de um trabalho antigo que eu tinha para no dia seguinte ir la fazer a intervenção, e quando estava indo já tinha um graffiti em cima, do Eco, fiquei irado. Tinha produzidos uns cartazes da serie camuflagem urbana, fui la e colei por cima. Deu alguns bate-bocas por email, e acho que ficou tudo bem.
Mas voltando ao “rolé de domingo”, foi bom e espero que a galera continue nesse pique todo !
No domingo, 15 de fevereiro, o pessoal se encontrou e fomos dar um “rolé” para colar nossos cartazes de streetart. Foram nesse dia Fabinho Birita, Homem-árvore, Flô, Kelly, Joto, H.O e Gago (que colocou stencil). abaixo uma foto desse dia:
Nesse dia usamos uma cola de lambe-lambe que eu fiz com farinha de maisena água e soda cáustica:
coloca água num balde e despeja o conteudo do pacote de maisena e mistura bem, depois vai acrescentando um pouco de soda cáustica e mexendo. Percebe-se que a cor branca da maisena com agua começa a ficar transparente e a goma vai ficando viscosa. O lance é não colocar muita soda. Nesse dia acho que coloquei um pouco de soda demais, e a mistura quando caia na pela ardia um pouco. No final do dia ficamos todos com as unhas manchadas de amarelo. Mas a cola é boa, só tem que tomar cuidado com o contato em exesso com a pele.
Próximo domingo, dia 8 de março, vamos dar mais um rolé pelo centro da cidade e dessa vez quem vai fazer a cola é o Fabinho Birita, que disse que não vai usar a soda cáustica !
Começa essa semana o Festival de Poster Arte PAREDE no Centro Cultural Justiça Federal, na Praça da Cinelândia no centro do Rio de Janeiro. Estou participando com alguns cartazes de flores amarelas e um poster da batata doce.
Para esse festival eu produzi 130 flores amarelas, das quais 30 estarão dentro do espaço de exposição e as outras 100 colarei pela rua durante esses dias.
Correndo no play é um nome óbvio para um vídeo, pois nele estou correndo no play.
Foi numa tarde de algum final de semana que eu estava passando o tempo no play junto da minha máquina digital. Coloquei na função preto e branco e comecei a captar uns vídeos a fim de ter alguma nova ideia para um video-arte. Eu estava sozinho, mas queria uma interação de pessoa no vídeo, então comecei a me filmar. Coloquei a câmera no chão e corri até o fundo do corredor. Gostei da idéia e fiz outras variações.
Deixei parado esse material por um bom tempo e agora, com tempo livre e vontade de editar alguma coisa, comecei com essa idéia. Acho que as filmagens são de 2007 para 2008 porque no fundo ouço estourar rojões, como preparativos para o ano novo.
Então esse ano fiz a primeira edição, colocando duas imagens na tela junto com uma tarja branca que aparece de vez em quando. O sentido ? talvez uma busca por abstrato. Percebo isso em todas a minhas tentativas. Segue então a primeira edição que chamei de “Correndo no Play 00“
Depois fiquei sabendo de um edital no site do mapa das artes sobre o 15 Salão de Pequenos Formatos de UNAMA que poderia enviar um video-arte de 40 segundos. Então, como essa idéia era a mais recente, resolvi coloca-la no tempo determinado. Poderia enviar 2 trabalhos para a seleção, então fiz o “Correndo no Play 01” com 4 imagens na mesma tela, e o “Correndo no Play 02” com duas imagens na tela de uma hora que comecei a pular até o teto, e no fundo passava correndo.
seguem os vídeos na ordem:
O resultado do Salão vai sair dia 16 de fevereiro, até lá espero uma resposta.
Exposição Seja Bagaço ! do artista plástico, escritor e corretor Adeildo Roriz, o “Magoo”, que acontece no nosso atelier, no numero 101 do prédio na Lapa. O atelier do grupo GOMO.
Outras salas estão abertas no mesmo prédio, como o 302 que fez a vernissage junto com a gente e estão expondo pinturas e gravuras e o 301 que está com uma mostra de fotografia contemporânea.
Um amigo, o Guto, passou pela feira e achou o formato de batata doce interessante e comprou. Pediu para guardar em minha bolsa e esqueceu de pegar de volta. Depois me contou que se eu plantasse iria dar uma flor roxa. Plantei, mas não na terra. Coloquei num pote com agua para acompanhar o desenvolvimento de sua raiz. Um estudo.
Daí veio a idéia de fazer uns cartazes urbanos com essa fotos.
Uma vontade, que me apareceu implicita, de continuar no mesmo campo semântico da FLÔ só que explorando um outro tema. Qual o propósito dessa imagem ? Um ruído ? Um instante de quem passa que terá de olhar mais de uma vez para entender do que se trata ?
Fiz duas experiências, uma com a imagem em contornos e sombras e outra reticulada como um outdoor publicitário e o tamanho ficou em torno de 1,80m.
foram feitas as matrizes impressas numa impressora laserjet e as cópias em fotocópia.
Abaixo uma foto do cartaz reticulado colado num portão na Tijuca, na rua Conde de Bonfim.
(5 cópias duas coladas)
e outra do cartaz em contornos e sombras numa passarela da Linha Vermelha