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gravura em tempos de crise

Gravura em tempos de crise

É em tempos de crise que se exige o máximo de criatividade para
superação de problemas, e enquanto o mercado financeiro vê seu valor
despencar, o valor da arte mantém-se inabalável, confirmando ser um
investimento sem igual.

Assim, a Gravura se afirma como um investimento em Arte com baixo
custo, e um excelente meio para os dois lados desse mercado, tanto para
o artista que divulga seu trabalho, quanto para o apreciador, que
adquire uma autêntica expressão cultural de seu tempo.

Convidamos vocês para os espaços do Atelier 302 e GOMO
para visitar, olhar, conversar, lamentar, e se a crise e o furo no
bolso permitirem, comprar gravuras direto das prensas…

Abertura: 10 de Setembro às 19:00
dias 11, 12 e 13 das 14:00 até 22:00

Rua Joaquim Silva n71, salas 101 e 302, LAPA

flo02

flo01

Observo e acompanho as intervenções nesses Tubos de Respiração do Metrô desde que comecei a pensar em fazer streetart, foi onde  comecei com minhas primeiras experiência e agora estou pensando em voltar meu foco de intervenção na Tijuca neles.

A primeira idéia que tive foi a de colar um cartaz em branco em cima do descascado de cartazes, e depois vir com um estilete, recortar o molde de uma FLÔ e deixar como textura dela o muro original. Isso é mais um desenvolvimento de uma idéia que já venho tendo a algum tempo (1, 2). Mas percebi, também, que o cartaz em branco é um chamariz para a intervenção. Acho que daqui a pouco vou ver algum pixe, desenho, cartaz colado por cima, e isso faz parte de uma idéia que tive a muito tempo atrás, a do “cole-aqui”, onde deixei espaços em branco delimitados para que outras pessoas intervissem.

Fui colar ontem de madrugada, e hoje pela manhã fotografei. Esse é o primeiro registro dessa observação/estudo.

Tubo de respiração n.01.

respiracao01

Esse foi o primeiro tubo de respiração do metrô que eu colei um cartaz e depois pintei. Eu tinha pintado ele inteiro e agora está grafitado por cima.

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Tubo de respiração n.03.

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Nesse tubo eu nunca pintei, colei apenas umas flores azuis a muito tempo, na primeira vez que fiz esse tipo de FLÔ, mas não sobraram nenhum restício delas.

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Tubo de respiração n.05.

respiracao03

Nesse eu nunca fiz nada, foi a primeira vez que colei um cartaz nele.

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Tubo de Respiração n.06.

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Esse tubo eu sempre fiz uma intervenção, fica na esquina da Rua Conde de Bonfim com Rua José Higino, e essa pintura que está por trás já tem alguns anos, uma das que durou mais tempo e que sempre acompanhei. Foi o primeiro da experiência do “cole aqui”.  Percebi poucas intervenções da maneira que pretendia que acontecessem.

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Tubo de respiração n.04.

respiracao05

Fiz pouca coisa nesse tubo, mas tem um trabalho importante. Antes de ele estar grafitado, colei uma FLÔ em cima dos cartazes de Búzios e Tarot que estavam por lá. Deixei um tempo e fui retirar. Hoje em dia estão emoldurados e ja fizeram parte de duas exposições.

Nesse atual projeto de intervenção, percebi que os cartazes em branco que colei não duraram nem um dia. Quando fui fotografar, no dia seguinte,  já nao havia nada. Deve ter sido retirado ainda molhado, na madrugada, pois quase não tem marca de cartaz rasgado e de cola seca. Isso me intriga. Foi a primeira intervenção no espaço em branco que deixei na rua, a completa remoção.

22/07

Passei hoje em frente aos tubos e mais alguns foram rasgado. Acho que pelas pessoas que tinham algum pixe, ou graffiti por baixo, mesmo eu tendo colado apenas em cima de onde o desenho já era quase imperceptível pelos  restos de cartazes anteriores.

Algums vezes acho que estou sozinho num caminho de tentar algo conceitual num meio tão gráfico que é a arte de rua aqui no Rio.

24/07

Voltando para casa de madrugada, extendi o caminho e passei para olhar os cartazes que tinha colado. Achei interessante. Os tubos de respiração onde tinham um desenho meu em baixo não sofreram nenhuma intervenção e não foram arrancados (alias, apenas um, alguem escreveu de lápis NÃO VOTE). Acho que assim confirmo que o branco incomodou mais quem tinha um desenho por baixo, pois mesmo que a informação do pixe ou graffiti estivesse cheia de ruído devido a intempéries, o cartaz em branco ressaltou, por associação, a informação anterior como um todo e então mexeu no sentimento de “posse”.

Agora percebo que já mudei a idéia original da proposta que tinha com essa colagem, se tornou mais um estudo para uma próxima intervenção e hoje, como estava um dia chuvoso, percebi que os cartazes estavam molhados e fáceis de arrancar, e que se eu tivesse recortado a FLÔ, quando seco, com o estilete  seria fácil de retirar com eles enxarcados de água. Mas no final, me interessei mais pelo registro dessa tentiva frustada. Não ocorreu a intervenção que eu imaginei, não apareceu ninguem adicionando informação no espaço em branco, pelo contrário, houve a vontade de eliminação dessa nova forma.

Para me igualar aos outros, arrancei alguns pedaços do cartaz em branco que estavam em cima dos meus desenhos.

Amanha tirarei umas fotos e encerro com essa idéia. Por enquanto.

26/07

cartaz em branco final 01

cartaz em branco final 02

cartaz em branco final 03

cartaz em branco final 04

cartaz em branco final 05

cartaz em branco final 06

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(As fotos em tamanho maior estão no flickr)

Rede

REDE

Esse Foi o trabalho que apresentei na exposição Múltiplos Produtos Gomo, é um site-specific.

É uma Rede de fios que fazem conexões elétricas com outros pontos da sala de exposição. Os interruptores ligam e desligam cenas. Uma delas, quando pressionada, ligava um ventilador virado para sua direção que acendia junto uma luz atrás da hélice, dando uma sombra projetada. Outra ligava um liquidificador barulhento, também iluminado quando pressionado, batendo uma mistura de agua+sabão. Um outro interruptor ligava uma campainha do tipo “cigarra”. Um sensor de movimento, ligado a uma tomada colocada nessa caixa central, acionava uma luminária com luzes coloridas quando se aproximada do trabalho, outra liga uma luz de refletor que ilumina a cena da pessoa interagindo com o trabalho e um interruptor ligava e desligava uma televisão com chiando dentro de um carrinho de supermercado

E a mais importante, que surgiu como ideia priori do trabalho, é um interruptor que controla o apagar e acender da luz do banheiro, e o interruptor normal, que ligaria a luz do banheiro, acende e apaga uma lampada no trabalho.

O emaranhado de fios faz parte da estética do trabalho, é uma fiação aparente nas cores preta e branca.

A idéia desse site-specific é nova como proposta, mas eu ja havia testado alguns desses elementos outras vezes. Uma vez, no Sesc Tijuca, coloquei um sensor de movimento que ligava e desligava uma cena de flores de arame e papel num canteiro de árvore, iluminado com diversas lampadas coloridas e um som de fita cassete (acabou sendo Funk e Rádio CBN). Era um ambiente escuro em que a pessoa não percebia nada até se aproximar e tudo de repende ligar. E outra é o interruptor que está presente na “tela” movimento urbano que ja foi apresentada com um fio ligado à ela diretamente com um muro da rua, uma captura da rua fazendo link com a própria rua.

Layout02

Exposição do GOMO no Barracão Maravilha no sábado, dia 02 de maio de 2009, das 10h até as 22h.

O evento será paralelo com a feira de antiguidades da rua do Lavradio, numa iniciativa do projeto “Feira” do Barracão de levar um pouco de arte contemporânea para os visitantes de sábado.

Estou desenvolvendo um site-specifc para lá, chamado Rede.

Vai ter cachaça e caldinho de feijão !

rua Gomes Freite 242 – Centro – RJ

Domingo foi dia de outro Rolé pelo centro do Rio para colar alguns cartazes. Dessa vez foram [CDR], Birita, Homem-Árvore, Flô e H.O e mais o pessoal do GOMO batendo fotos e dando apoio.

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Dessa vez a cola que usamos foi Cola Branca + Agua na proporção de 1:1 mais uma pequena mistura de farinha de trig + agua + soda cáustica (dessa vez pouca) para dar o “grude”. Ficou melhor que a anterior e não ardeu a pele de ninguem.

Dessa vez fomos parados pela polícia quando estavamos colando uns cartazes no muro de uma instituição de belas artes. O prédio está pixado e com a pintura bem velha, mas era um prédio publico e a polícia implicou, mas disse que nas caixas de luz (ou caixas de sinal de transito) pode pintar a vontade.

Outra cena que vi nesse “rolé” foi um muro na rua do lavradio onde a uns 3 anos atrás a Petit Poupee7 tinha pintando junto com  Contente. O tempo passou, o muro ficou velho, a tinta desbotada, etc.. mas o desenhos ainda estavam lá, e esse ano o  Rafo cobriu com um graffiti novo. Isso gerou polêmica. Ela foi la e pintou de branco por cima do desenho do dele e assinou. Uma “briga de rua” do graffiti.

Não sei. Já cobriram muro antigo que eu tinha pintado nessa mesma época. Não gostei, preferia que tivesse ficado para sempre aquele desenho, mas  acho que faz parte, até estudo isso e chamo de movimento urbano. Mas deixei rolar e outras vezes até fiz uma intervenção ali por perto para mostrar que eu tinha visto.

Mas entendo a PP7, um dia eu dei uma base de branco por cima de um trabalho antigo que eu tinha para no dia seguinte ir la fazer a intervenção, e quando estava indo já tinha um graffiti em cima, do Eco, fiquei irado. Tinha produzidos uns cartazes da serie camuflagem urbana, fui la e colei por cima. Deu alguns bate-bocas por email, e acho que ficou tudo bem.

Mas voltando ao “rolé de domingo”, foi bom e espero que a galera continue nesse pique todo !

No domingo, 15 de fevereiro, o pessoal se encontrou e fomos dar um “rolé” para colar nossos cartazes de streetart. Foram nesse dia Fabinho Birita, Homem-árvore, Flô, Kelly, Joto, H.O e Gago (que colocou stencil). abaixo uma foto desse dia:

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mais fotos no meu flickr www.flickr.com/analogic

Nesse dia usamos uma cola de lambe-lambe que eu fiz com farinha de maisena água e soda cáustica:

coloca água num balde e despeja o conteudo do pacote de maisena e mistura bem, depois vai acrescentando um pouco de soda cáustica e mexendo. Percebe-se que a cor branca da maisena com agua começa a ficar transparente e a goma vai ficando viscosa. O lance é não colocar muita soda. Nesse dia acho que coloquei um pouco de soda demais, e a mistura quando caia na pela ardia um pouco. No final do dia ficamos todos com as unhas manchadas de amarelo. Mas a cola é boa,  só tem que tomar cuidado com o contato em exesso com a pele.

Próximo domingo, dia 8 de março, vamos dar mais um rolé pelo centro da cidade e dessa vez quem vai fazer a cola é o Fabinho Birita, que disse que não vai usar a soda cáustica !

Começa essa semana o Festival de Poster Arte PAREDE no Centro Cultural Justiça Federal, na Praça da Cinelândia no centro do Rio de Janeiro. Estou participando com alguns cartazes de flores amarelas e um poster da batata doce.

Para esse festival eu produzi 130 flores amarelas, das quais 30 estarão dentro do espaço de exposição e as outras 100 colarei pela rua durante esses dias.

Algumas fotos antes da abertura da exposição:

001

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Mais fotos no meu Flickr (www.flickr.com/analogic)

Outras pessoas que participaram também publicaram suas fotos, segue alguns dos links que chegaram até mim:

Kelly Ratton

Beto Roma

Maurício Planel

Correndo no play é um nome óbvio para um vídeo, pois nele estou correndo no play.

Foi numa tarde de algum final de semana que eu estava passando o tempo no play junto da minha máquina digital. Coloquei na função preto e branco e comecei a captar uns vídeos a fim de ter alguma nova ideia para um video-arte. Eu estava sozinho, mas queria uma interação de pessoa no vídeo, então comecei a me filmar. Coloquei a câmera no chão e corri até o fundo do corredor. Gostei da idéia e fiz outras variações.

Deixei parado esse material por um bom tempo e agora, com tempo livre e vontade de editar alguma coisa, comecei com essa idéia. Acho que as filmagens são de 2007 para 2008 porque no fundo ouço estourar rojões, como preparativos para o ano novo.

Então esse ano fiz a primeira edição, colocando duas imagens na tela junto com uma tarja branca que aparece de vez em quando. O sentido ? talvez uma busca por abstrato. Percebo isso em todas a minhas tentativas. Segue então a primeira edição que chamei de “Correndo no Play 00

Depois fiquei sabendo de um edital no site do mapa das artes sobre o 15 Salão de Pequenos Formatos de UNAMA que poderia enviar um video-arte de 40 segundos. Então, como essa idéia era a mais recente, resolvi coloca-la no tempo determinado. Poderia enviar 2 trabalhos para a seleção, então fiz o “Correndo no Play 01” com 4 imagens na mesma tela, e o “Correndo no Play 02” com duas imagens na tela de uma hora que comecei a pular até o teto, e no fundo passava correndo.

seguem os vídeos na ordem:

O resultado do Salão vai sair dia 16 de fevereiro, até lá espero uma resposta.

Saiu o resultado e meu vídeo não foi selecionado.

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