Biografia
Julio Cardoso Ferretti
Nascido em Curitiba (PR) no dia 02 de Setembro de 1983 é filho adotivo de um Engenheiro e uma Psicóloga. É atual morador do bairro da Tijuca no Rio de Janeiro (RJ), desde seus 5 anos de idade, quando seus pais voltaram para o Rio depois de passar por São Luiz (MA), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS). Teve uma infância normal com algumas internações hospitalares por conta de uma bronquite asmática curada com aulas de natação na adolescência.
No ano de 2000, fez curso técnico de Fotografia no SENAI Artes Gráfica com o Fotógrafo Orlando Alli, e logo depois de Edição Digital de Imagem (Photoshop) no mesmo local.
Terminado o ensino médio, 2002, matriculou-se no curso de Comunicação Social da Faculdade Helio Alonso – FACHA, com habilitação para Publicidade e Propaganda, onde passou boa parte do tempo no laboratório fotográfico revelando e ampliando seus negativos PB (preto e branco) com a supervisão do coordenador Lauro Alonso.
Na faculdade fez alguns amigos, e com dois deles, partiu para uma viajem com destino a MachuPicchu, cruzando de ônibus os países Bolívia e Peru. Registrou toda a viagem com sua máquina fotográfica analógica Canon EOS, e foi convidado pelo DCE da FACHA a expor estas fotos no XX Encontro de Comunicação Social (ENECON) que aconteceu em Fortaleza (CE). Durante esta exposição conheceu o estudante Pedro Almeida, aluno do fotógrafo Walter Firmo, e começaram a fomentar exposições fotográficas no pátio da faculdade.
Na vida profissional, a maioria de seus trabalhos são freelancer, de Fotografia ou de Programação Visual, sendo alguns em parceria com Pedro Almeida, onde assinam Macacos Brancos (www.macacosbrancos.com). Também faz assistência para o Fotógrafo publicitário Fernando Torres.
Na vida acadêmica, trancou a faculdade de Comunicação Social, em 2006, e cursa atualmente Gravura na Faculdade de Belas Artes da UFRJ.
Pseudônimo:FLÔ.
Durante a adolescência se interessou pelos movimentos de grafismo na rua, a “pichação”, mas não chegou a ser um jovem atuante, por achar que se tratava de um ato simples de vandalismo. Apreciou o movimento do “Graffiti”, mas não se sentia ligado ao “Hip-Hop”. Por volta de 2004 observou formas diferentes de intervenções na rua, eram uns cartazes feitos de serigrafia sobre folhas de lista telefônica e outros de estêncil sobre folhas de jornal, dos artistas gráficos Rafo Castro e Amaro Salgueiro. Resolveu fazer parte deste movimento e começou a desenvolver seus primeiros trabalhos de Intervenção Urbana, também cartazes em papel jornal.
Nesse mesmo ano de 2004, um grupo de grafiteiros resolveu pintar um muro na Praça Saes Pena, na Tijuca, e Julio levou sua máquina fotográfica para fazer o registro e acabou fazendo seu primeiro trabalho de pintura em um muro, usando apenas pincel e tinta acrílica preta. Nesse dia conheceu Anton Umfundisi, um rapaz da Alemanha que estava no Brasil apenas para desenvolver sua Arte Urbana, e que o convidou para fazer outros trabalhos de intervenção pela cidade, onde surgiu pela primeira vez o pseudônimo FLÔ como uma assinatura.
Começou a estudar sobre esse movimento e testar novas formas de atuar nesse seguimento de Arte Urbana, utilizando muito os espaços públicos do bairro da Tijuca como laboratório. Também já fez intervenções nas cidades de Vassouras (RJ), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP).
Unindo seus conhecimentos de fotografia, sempre manteve registro de tudo o que fez e atualizada constantemente seus blogs na internet, podendo ser vista toda a trajetória nos sites www.fotolog.net/analogic e www.flickr.com/analogic. E mais recentemente www.julioferretti.wordpress.com.
Seu trabalho vem se desenvolvendo e amadurecendo, buscando uma linguagem própria. Utiliza sempre o desenho ou o tema de uma mesma flor com 5 pétalas para identificar a autoria e explora a questão semântica que uma planta pode ter, seja na efemeridade de um cartaz urbano, na coloração da época do ano, na disposição orgânica de uma instalação ou pintura e na surpresa e felicidade que uma flor pode causar. Faz o uso também do elemento da escrita com uma diagramação própria para passar uma idéia ou simplesmente acrescentar mais um elemento estético.
No início do ano de 2007, após participar da Coordenadoria de Artes Visuais da 5ª Bienal de Artes da UNE, conheceu o Grupo GOMO, um coletivo composto por 5 artistas plásticos, e resolveram, junto com sua companheira Tainá Barros, dividir um atelier na Rua Joaquim Silva, na Lapa. Essa parceria fez se aproximar cada vez mais dos conceitos de Arte Contemporânea e pensar mais seu trabalho inserido nesse momento artístico vigente.
Em 2008, o recebeu um convite para participar de um coletivo artístico e agora o Flô, ou Julio Ferretti, é o mais novo integrante do Grupo GOMO.





