auto biografia

Biografia

Julio Cardoso Ferretti

No ano de 2000, fiz curso técnico de Fotografia no SENAI Artes Gráfica com o Fotógrafo Orlando Alli, e logo depois de Edição Digital de Imagem (Photoshop) no mesmo local.

Terminado o ensino médio, 2002, me matriculei no curso de Comunicação Social da Faculdade Helio Alonso – FACHA, com habilitação para Publicidade e Propaganda, onde passei boa parte do tempo no laboratório fotográfico revelando e ampliando negativos PB (preto e branco) com a supervisão do coordenador Lauro Alonso.

Nessa faculdade fiz alguns amigos, e com dois deles, parti para uma viajem com destino a MachuPicchu, cruzando de ônibus os países Bolívia e Peru. Registrei toda a viagem com minhaa máquina fotográfica analógica Canon EOS, e fui convidado pelo DCE da FACHA a expor estas fotos no XX Encontro de Comunicação Social (ENECON) que aconteceu em Fortaleza (CE). Durante esta exposição conheci o estudante Pedro Almeida, aluno do fotógrafo Walter Firmo, e começamos a fomentar exposições fotográficas no pátio da faculdade.

Na vida acadêmica, tranquei a faculdade de Comunicação Social, em 2006, e cursei Gravura na Faculdade de Belas Artes da UFRJ.

Na vida profissional, trabalho como programador visual no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ durante os 5 anos que cursei a faculdade de Gravura. Fiz diversos trabalhos freelancer, de fotografia ou de programação visual. Também faço assistência para o fotógrafo Fernando Torres.

Pseudônimo:FLÔ.

Durante a adolescência me interessei pelos movimentos de grafismo na rua, a “pichação”, mas não cheguei a ser um jovem atuante. Apreciei o movimento do “Graffiti”, mas não me senti ligado ao “Hip-Hop”. Por volta de 2004 observei formas diferentes de intervenções na rua, eram uns cartazes feitos de serigrafia sobre folhas de lista telefônica e outros de estêncil sobre folhas de jornal, dos artistas gráficos Rafo Castro e Amaro Salgueiro. Resolvi fazer parte deste movimento e começei a desenvolver meus primeiros trabalhos de intervenção urbana, que também eram cartazes em papel jornal.

Nesse mesmo ano de 2004, um grupo de grafiteiros resolveu pintar um muro na Praça Saes Pena, na Tijuca, e levei minha máquina fotográfica para fazer o registro e acabei fazendo meu primeiro trabalho de pintura em um muro, usando apenas pincel e tinta acrílica preta. Nesse dia conheci Anton Umfundisi, um rapaz da Alemanha que estava no Brasil apenas para desenvolver sua arte urbana, e que me convidou para fazer outros trabalhos de intervenção pela cidade, onde surgiu pela primeira vez o pseudônimo FLÔ como uma assinatura.

Começei a estudar sobre esse movimento e testar novas formas de atuar nesse seguimento de arte urbana, utilizando muito os espaços públicos do bairro da Tijuca como laboratório. Também já fia intervenções nas cidades de Vassouras (RJ), Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP).

Unindo meus conhecimentos de fotografia, sempre mantive registro de tudo o que fiz e atualizo constantemente meus blogs na internet, podendo ser vista toda a trajetória nos sites www.fotolog.net/analogic e www.flickr.com/analogic. E mais recentemente www.julioferretti.wordpress.com.

Meu trabalho vem se desenvolvendo e amadurecendo, buscando uma linguagem própria. Utilizo sempre o desenho ou o tema de uma mesma flor com 5 pétalas para identificar a autoria e exploro a questão semântica que uma planta pode ter, seja na efemeridade de um cartaz urbano, na coloração da época do ano, na disposição orgânica de uma instalação ou pintura, e na surpresa e felicidade que uma flor pode causar. Faço o uso também do elemento da escrita com uma diagramação própria para passar uma idéia ou simplesmente acrescentar mais um elemento estético.

No início do ano de 2007, após participar da Coordenadoria de Artes Visuais da 5ª Bienal de Artes da UNE, conheci o Grupo GOMO, um coletivo composto por 5 artistas plásticos, e resolvemos, junto com Tainá Barros, dividir um atelier na Rua Joaquim Silva, na Lapa. Essa parceria fez se aproximar cada vez mais dos conceitos de Arte Contemporânea e pensar mais seu trabalho inserido nesse momento artístico vigente.

Em 2008, o recebi um convite para participar do coletivo artístico GOMO e no grupo permaneci até 2010. Realizamos exposições coletivas em espaços culturais como o Espaço Cultural Furnas e o Barracão Maravilha, promovemos diversas exposições no Atelier na Lapa e ministraram oficina sobre atuação de coletivos artísticos no SESC Tijuca. Durante esse periodo, fizeram parte do coletivo GOMO os artistas: Flávio Villanova, Adeíldo Roriz, Horácio Dutra, Eduardo Denne e Joselito Oliveira.

Atualmente participo do Coletivo Gráfico (http://www.coletivografico.com).

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