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Exposição Seja Bagaço ! do artista plástico, escritor e corretor Adeildo Roriz, o “Magoo”, que acontece no nosso atelier, no numero 101 do prédio na Lapa. O atelier do grupo GOMO.

Outras salas estão abertas no mesmo prédio, como o 302 que fez a vernissage junto com a gente e estão expondo pinturas e gravuras e o 301 que está com uma mostra de fotografia contemporânea.

fotos da abertura estão no site www.gomo.art.br

Hidropônica

Um amigo, o Guto, passou pela feira e achou o formato de batata doce interessante e comprou. Pediu para guardar em minha bolsa e esqueceu de pegar de volta. Depois me contou que se eu plantasse iria dar uma flor roxa. Plantei, mas não na terra. Coloquei num pote com agua para acompanhar o desenvolvimento de sua raiz. Um estudo.

Daí veio a idéia de fazer uns cartazes urbanos com essa fotos.

Uma vontade, que me apareceu implicita, de continuar no mesmo campo semântico da FLÔ só que explorando um outro tema. Qual o propósito dessa imagem ? Um ruído ? Um instante de quem passa que terá de olhar mais de uma vez para entender do que se trata ?

Fiz duas experiências, uma com a imagem em contornos e sombras e outra reticulada como um outdoor publicitário e o tamanho ficou em torno de 1,80m.

foram feitas as matrizes impressas numa impressora laserjet e as cópias em fotocópia.

Abaixo uma foto do cartaz reticulado colado num portão na Tijuca, na rua Conde de Bonfim.

(5 cópias duas coladas)

e outra do cartaz em contornos e sombras numa passarela da Linha Vermelha

(4 cópias, 4 coladas)

todas as fotos colocarei no http://www.flickr.com/analogic .

Festa Araka Amanha

Estrevista

Estrevista, na integra, para um site dos alunos de jornalismo da UERJ.

Eu já vi Flô na cidade e você?

Júlio Ferreti]A frase que dá nome a comunidade no orkut em homena- gem a Júlio Ferretti, pintor de “StreetArte” cabe muito bem num bate-papo sobre o espaço urbano do Rio de Janeiro. Acostumados a ver as ruas cada vez mais cinzas e sem graça, cariocas agora podem admirar intervenções urbanas deste artista que pinta flores e poemas nos muros da cidade. O jovem de 24 anos, que hoje tem a cidade maravilhosa como galeria 24h, falou sobre espaço urbano e sua paixão por ”street arte”.

MelissaQual a idéia de intervenção urbana que você tem e que trabalho você executa nas ruas?
Flô -
A Intervenção urbana é uma tipo de arte que usa a rua como suporte. Eu faço um trabalho de colagem e pintura em espaços urbanos que podem ser considerados públicos ou sem uso. Sempre tem o tema de flores no meio.

Por que as flores? Algum motivo especial?
Foi uma experiência que deu certo. Quando comecei a pensar na questão de intervenção urbana fiz alguns testes e vi que a flores foram o que mais se encaixaram com a proposta que descobri que queria. e alem do mais, entrando na psicologia, tem um fundo muito interessante que gostei de explorar. 

Quais locais você costuma procurar para pintar?
Junto a intervenção no espaço eu também penso na fotografia, acho que completa o registro fotográfico de uma arte que é muito perecível, que pode durar apenas algumas horas. Então, diversas vezes eu penso nessa estética que o suporte pode dar para formar uma boa composição, que também iria ficar bem na foto. Mas basicamente procuro utilizar espaço que não agride a particularidade das pessoas, ou seja, uma casa abandonada, um poste na rua, respiradores do metrô, etc.

Além da intervenção urbana quais áreas você também atua?
Com fotografia e publicidade.

Além das ruas já expôs seu trabalho em galerias de arte ou outros formatos?
Já expus em alguns eventos, mas não ainda em uma galeria de arte. Comecei uma faculdade integral de artes agora e tenho estado com pouco tempo para produzir, estou mais estudando. Mas já farei essa correria de tentar uma maior visibilidade.
Mas a o trabalho na rua já está em exposição !

A quanto tempo você trabalha com artes plásticas?
Penso em artes plásticas desde meus 16 anos mais ou menos quando fiz um curso de fotografia e percebi que queria mesmo expor as fotografias e não ficar apenas usando ela como instrumento de trabalho, mas com intervenção urbana e pintura, comecei por volta de 2003.

Junto ao trabalho de pintura você também usa a poesia, são de sua autoria? Falam sobre os mesmos assuntos ou são variadas?
A poesia que faço podem até não chamar de poesia, porque muitas vezes não da para ler, digo que são meramente ilustrativas. Já fiz um trabalho em que o objetivo era os outros poetas intervirem na minha obra colando poesias por cima. Tenho idéia de um trabalho de desenvolver poesias de outros autores junto com as flores que desenho. Já penso numa poética quando desenho.
São todas de minha autoria, e geralmente são assuntos que penso no momento, que tem haver com o local onde pinto e as primeiras impressões.

Você acredita que a cidade perde um pouco o aspecto “cinza” e passa a ser mais colorida e mais humana com arte urbana?
Já fui para cidades totalmente limpas, sem a intervenção artística nos muros. confesso que achei muito bonito. queria morar num lugar assim. Mas na estética de cidade grande, de metrópole, capital, onde existe um caos de informação, acho que ficaria muito sem graça se não existisse essas cores.

Você faz parte de algum grupo ou movimento de arte na cidade?
de algum grupo específico ?

Não. Mas faço parte do grupo de pessoas que pensam em utilizar a rua como suporte principal. São muitos mas não tantos.

Onde podemos encontrar a arte “Flô” pela cidade? Qual lugar mais distante você já chegou a pintar?
Na Tijuca. Dou preferência para a Tijuca por ser o bairro onde eu moro e mais fácil de eu me deslocar com latas de tinta e porque acho que por aqui falta essa intervenção com o publico. Por ter começado aqui, acho que consigo mais resposta por aqui, mas também é legal ir pra longe, faz parte dessa ideologia de Graffiti/pixação de “pegar” o muito todo ! O mais distante acho que foi Belo Horizonte.
Tudo o que faço coloco num LOG na internet, o site é www.fotolog.net/analogic.

Um ensario fotográfico em parceria com Tainá Barros.

Fazer gravura na Escola de Belas Artes não parece nada contemporâneo, mas é um bom laboratório de experimentação meio a “monstrinhos” e figurativos. Sempre há espaço para tentativas de catarzes.

Nessa foto uma Xilogravura desse ano (2008).

Dessa vez foi “capturado”, retirado da rua e reorganizado a minha atuação no movimento urbano. A idéia surgiu da nescessidade de apresentar um trabalho individual na exposição “O Ateliê” do grupo Gomo de forma tradicional, emoldurado.

As vezes penso que força um pouco esse fragmento tão urbano estar preso dentro de molduras, mas por outro lado é bom para guardá-lo e preservá-lo, posso pensar como um trabalho científico. Ou comercial.

Vou continuar com essa proposta de retirar fragmentos da rua em que a FLÔ foi parte atuante e organizar uma montagem a parecer o mais fiel possível com o que acontece realmente.

segue fotos dos dois primeiros resultados finais dessa proposta:

Mais um trabalho explorando a movimentação da rua e tentando se “camuflar” dentro desse movimento. A junção dessas duas idéias torna-se cada vez mais presente em todas as experiências que venho desenvolvendo. Nesse, por exemplo, tentei seguir as ordem já existente dos cartazes de propaganda de “joga-se búzios” acrescentando uma folha de papel jornal com respingos e sujeiras da produção das flores. Criou-se uma continuidade que passa quase despercebida.

Esse trabalhos foram feitos na Tijuca, na rua Conde de Bonfim, em cima de cilindros de respiração de um estácionamento subterrâneo.

Foi realizado no período de produção da esposição do Grupo GOMO no Espaço Furnas Cultural, e serviu de base para um trabalho que lá está representado como minha criação individual.

Exposição do GRUPO GOMO que será realizada no espaço cultural Furnas

Levaremos o ateliê que temos na Lapa para dentro da galeria e por la trabalharemos uns dias.

14 de Julho, 2008

A exposição está montada.

Tudo começou quando Eduado Denne, um dos integrantes do GOMO, estava com sua exposição individual em FURNAS, e Marco Teobaldo, quem fazia a curadoria, foi visitar nosso ateliê.

Nós, o GOMO, já estavamos com a intenção de enviar um projeto para o edital de FURNAS, e o Marco Teobaldo veio com a idéia de mandarmos o projeto de levar o nosso Ateliê para dentro da Galeria com ele sendo o Curador. E assim foi feito. Organizamos nossas idéias, passamos para ele que enxugou o projeto, o Denne diagramou, contratos assinados, e enviamos para FURNAS em cima da hora, quase no último dia.

Depois fomos avisados que nosso projeto foi um dos 5 selecionados dentre 200, ficamos contentes e fomos na primeira reunião marcada com os contemplados no edital. Chegando lá, no decorrer da reunião, vimos que nosso projeto tinha sido bem aceito, e a comissão estava comentando positivamente, e nos perguntaram se aceitaríamos ser logo os primeiros, junto com outro artista selecionado, o Leonardo Ayres. Aceitamos. Agora tinhamos 45 dias para montar uma exposição.

Mais um dessa série. E mais um vez fico em dúvida sobre o que chamarei de Movimento Urbano ou Camuflagem Urbana. Esse trabalho estaria “camuflado” dentro do contexto do “movimento”.

É um muro na tijuca em que sempre trabalho.  Dessa vez ele estava todo colado com cartaz do “joga-se búzios” e dias depois foi pintado de cinza de uma forma desleixada, deixando uma estética que julgo interessante. Aproveitei e colei uns cartazes num outro tom

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